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Segue-se uma representação popular do Auto da Paixão, segundo um texto do século XVI, de Francisco Vaz de Guimarães. Enquanto os habitantes da cidade de Curalha, em Trás-os-Montes, trabalham na agricultura, alguns turistas que chegam à cidade iniciam o Auto da Paixão. Durante o espetáculo, efeitos de montagem estabelecem um paralelo entre as batalhas de nosso mundo moderno e a Crucificação. O diretor faz questão de mostrar as câmeras e gravadores que registram o espetáculo, fortalecendo a idéia de um cruzamento de épocas: a encenação de um acontecimento passado há dois mil anos, reescrito no século XVI e filmado no século XX, resultando numa reinterpretação da Paixão que transcende o espetáculo religioso. Exibido na retrospectiva do cineasta na 15ª Mostra.
Direção: Manoel de Oliveira
Duração: 89 minutos
Origem: Portugal
Ano: 1963
Sessão: 821 - 01/11 - 15h30 - Cinesesc
Sessão: 884 - 02/11 - 15h - Sala Cinemateca
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