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O cineasta volta à sua cidade natal, o Porto, cenário que ele já havia utilizado diversas vezes em sua obra, como em Douro, Faina Fluvial, sua estréia no cinema, e O Pintor e a Cidade, de 1956. Desta vez, o cineasta decidiu filmar a cidade não com os olhos de um documentarista, mas sob a ótica da memória. Trata-se da cidade de sua infância, que sobrevive apenas em recordações, testemunhos, sinais, palavras de canções e antigas fotografias. "Um documentário sobre a cidade seria impossível, pois ela está cheia de canteiros de obras. Trata-se de algumas recordações de um tipo de vida e de imagens do passado que, mesmo me pertencendo, não compõem uma autobiografia", diz o cineasta que, no entanto, não resistiu à tentação e decidiu terminar este filme refazendo a mesma imagem que, setenta anos antes, usou para abrir sua primeira produção, Douro, Faina Fluvial. Exibido na 25ª Mostra.
Direção: Manoel de Oliveira
Duração: 62 minutos
Origem: Portugal / França
Ano: 2001
Sessão: 439 - 27/10 - 15h - Cinemateca
Sessão: 597 - 29/10 - 21h10 - Cineclube Vitrine 3
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